Justiça concede liberdade a Homem que atropelou professora de Sooretama

cfO principal acusado de atropelar a professora Dulcinéia Leão Coutinho de 28 anos, no dia 23 de outubro do ano passado no bairro Interlagos, esta solto. César Amauri Ferri, o Cezinha, deixou o Centro de Detenção Provisória de Aracruz após a Justiça decidir que ele poderá aguardar o julgamento em liberdade. César irá a júri popular sem data ainda definida. A informação foi confirmada pelo advogado de defesa de Cesinha, como é conhecido, Júnior Mendonça. Ele foi preso no dia 25 de outubro após prestar depoimento na 16ª. Delegacia Regional de Linhares. Dulcinéia teve uma das pernas amputadas e ficou vários dias internada na UTI do Hospital Rio Doce.

De acordo com Júnior Mendonça, depois de 90 dias que Cesinha estava preso ele assumiu o caso. “Por três vezes tivemos o pedido de liberdade negado”, contou o advogado. Para conseguir que Cesinha fosse solto, Júnior Mendona disse que alegou que o acusado é réu primário, possui bons antecedentes criminais e possui residência fixa. Entre as medidas cautelares impostas para o jovem está a proibição de dirigir. “O Juiz acatou o nosso pedido e César estará em liberdade até a data do seu julgamento”, reforçou o advogado. À época de sua prisão a Polícia Civil confirmou que o acusado já possuía passagens pela polícia. Se condenado Cesinha poderá pegar 30 anos de prisão.

Quando foi preso Cesinha não quis falar com a imprensa e resumiu o acidente em apenas uma frase: “não lembro de nada”. Na época o delegado responsável pelo caso André Luís da Costa destacou que ele foi autuado por tentativa de homicídio a título de dolo eventual. André Luís revelou que o suspeito estava numa festa conhecida como Baile da Xixa antes de seguir para o bairro Interlagos onde atropelou a professora e o amigo. “Ele disse que ela apareceu impetuosamente na frente do veículo. Cesinha estava em alta velocidade”, frisou o delegado.

O carro que foi apreendido um dia após o crime numa oficina do bairro Shell estava com os freios danificados de acordo com informações da perícia. O veículo continua no estacionamento da Delegacia de Linhares.

O acidente

Quando se preparava para ir embora de um bar na madrugada do dia 23 de outubro, a professora Dulcinéia Leão Coutinho, de 36 anos, foi brutalmente atropelada pelo condutor de uma F4000 de cor preta. Ela estava na companhia de um amigo, Geones Correa, que também foi atingido e está internado no Hospital Geral de Linhares (HGL). Dulce, como é conhecida, foi socorrida pelos profissionais do Corpo de Bombeiros e Geones por populares.

De acordo com informações da Polícia Militar, o condutor da F4000 trafegava em alta velocidade pela Rua José Bonifácio e curvou em alta velocidade no cruzamento da Avenida Quinto Bocaiúva, quando atropelou as vítimas. Ele imprensou a professora entre o seu próprio veículo, um Pálio branco, que estava estacionado nas proximidades do bar, e a F4000. Para fugir do local, o suspeito deu a marcha ré e passou por cima das pernas de Dulce. Após o acidente o motorista da F4000 teria atingido outros veículos estacionados no local.

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